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Esta o Edson Ferreira assina em baixo.


Publicada em: 31/01/2012 16:40
por: Hélio da Rosa Machado

                 Estou divulgando mais intensamente meus escritos neste ano, para que o internauta possa acessar nosso site com a certeza de que irá deparar sempre com assunto novo, afinal, não há graça nenhuma em acessar um cantinho virtual sem que haja algo a mais para ser apreciado.

                  A matéria de hoje diz respeito ao nosso hábito de aproveitar o descanso para curtir uma boa conversa, sempre regada por uma geladinha sobre a mesa. Não importa se isso vai ocorrer no bar da esquinha ou no bar dos Japas (Kenzo). O ponto forte desse entrevero relaxante é a oportunidade que a pessoa tem de esquecer das responsabilidades da rotina do trabalho.

                   Utilizei o nome do Edson Ferreira no título acima, apenas por tê-lo como referência nas saideiras. Entrentanto, penso que não é só ele que utiliza desse artifício para relaxar e mandar o estresse pra bem longe.

                    Segue a matéria.       

 

PEDINDO A SAIDEIRA.

                                       (Hélio da Rosa Machado)

 

Muitos se perguntam qual e o mistério daquele reduto simples, que chamamos de bar, mas que reúne pessoas que ficam horas e horas conversando e degustando uma boa cerveja.

 

                       Dia desses, procurando sites criativos (daqueles capazes de expressar a grandeza das palavras), acabei encontrando uma crônica de um renomado escritor carioca que descrevia reduto dessa natureza. Ele se referia à simplicidade do lugar onde as pessoas se reúnem para jogar conversa fora.  Esse locais são formados, geralmente, por cubículos que se estabelecem em grandes centros, mas que pela sua singeleza acabam se tornando um local de encontro dos amigos.  Ali se encontram os trabalhadores comuns, grandes personalidades, ou celebridades que procuram uma boa conversa. Tais pessoas querem se descontrair ou para sair da rotina do trabalho. Por isso acabam sendo atraídas por um encanto desconhecido e misterioso.  Isso nos leva à pergunta: Qual a razão de se gostar daquele lugar que seria desprezível sob o ponto de vista estético?

 

No fundo, todos sabem que não é o lugar que cativa as pessoas, mas sim o ensejo para se encontrar com colegas de mesma convicção ou de mesmos propósitos, pois ali, podem ficar à vontade e relaxar, esquecendo-se que no ambiente de trabalho existe o protocolo e o formalismo que muitas vezes é necessário, mas cansa.  É no trabalho que a maioria das pessoas passa a maior parte do tempo nos dias úteis, por isso precisam se refugiar, na hora do descanso, em locais que nada lembre a rotina do trabalho.

 

Assim, não é apenas aquele barzinho inexpressivo que pode ser o lugar ideal para se jogar conversa fora, pois isso pode ocorrer em seu próprio lar através de uma reunião festiva, num clube, num calçadão, numa pescaria, etc.etc. O que importa é que nesses momentos é que as pessoas estão mais disponíveis para se expor e se sobressair no que diz respeito aos seus eternos recalques, considerando que a própria timidez inibe a ação do indivíduo, que muitas vezes – mesmo tendo uma boa capacidade para expor suas idéias – acaba encontrando dificuldades de toda ordem, quando vem aquele nó na garganta ou quando surge aquela lacuna na mente que nos faz esquecer coisas que temos o domínio.

 

Por essa razão é que considero essencial a nossa vida social. Nem tanto aquela regada por protocolos e rituais de formalidade, como o cerimonial de casamentos e outros eventos sociais que exigem um comportamento aristocrático. São preferíveis as reuniões informais, por isso muitos executivos depois que saem do expediente normal, procuram barezinhos simplórios à beira dos calçadões, porque ali podem afrouxar a gravata, podem tirar o paletó e até desabotoar a camisa, para uma melhor ventilação no tórax. Só esse gesto já é capaz de tirar-lhe um sorriso do rosto, em que pesem todos os percalços da rotina do trabalho que muitas vezes levam ao estresse.

 

Eu, particularmente, prefiro freqüentar um lugar dessa natureza depois de um jogo de futebol. Não preciso estar com uma roupa adequada e esse ambiente de descontração nos obriga a falar das coisas sem compromisso.  Daí surge às chacotas, a lembrança daquela jogada mais pitoresca ou até aquele lance do gol da vitória. Nesse instante, qualquer assunto é suscitado e desenvolvido com grande intensidade e muito entusiasmo. Quando o grupo é formado por pessoas de boa índole e a amizade é o único ingrediente daquela reunião, todos os assuntos florescem com muita ênfase e certamente o papo corre solto até ultrapassar a hora previamente adotada como o momento de ir para casa.

 

Não há dúvida de que é a boa conversa que dilata esse prazo porque sempre há aquele colega que motiva o adiamento da hora de ir embora, pedindo a conhecida saideira, que na verdade nem sempre é a conclusiva, porque se torna motivadora do fica mais um pouco.



Imagens

Depois do trabalho, só descanso, mas, sempre sobre a mesa.

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