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Em defesa do Servidor.


Publicada em: 26/03/2012 14:12
por: Hélio da Rosa Machado

                 Como algumas vezes, nós servidores, deparamos com alguém da sociedade 'detonando' o servidor público em geral, penso que devemos interferir em defesa da nossa função, visto que não são todos os funcionários públicos que merecem a pecha negativa que se instalou na sociedade por conta de alguns desmandos que macularam nossa imagem.

                Boa parte dos amigos que conheço, aqui no Poder Judicíário, são trabalhadores honrados e que não merecem qualquer tipo de critica quanto sua competência ou falta de responsabilidade com a função.

                Posto isso, penso que a matéria abaixo define a questão da forma que ela merece:

 

                     Tributo ao Servidor Público.

(Hélio da Rosa Machado)

 

Já teve época em que muitas das pessoas que trabalham numa administração pública foram chamadas de "Marajás". Esse discurso rendeu o alcance de um cargo à Presidência da República. O desastrado Fernando Collor de Mello foi eleito com a promessa de que iria acabar com os salários astronômicos de alguns servidores públicos. Uma quimera! Tudo não passou de um teatrinho, como todos sabem.

O fato é que a administração pública não é bem vista pela comunidade em geral. As nomeações de Gabinetes, no serviço público, sofrem sérias críticas no mundo privado. Muitos serviços prestados não são de primeira.  Ainda não conseguimos nos livrar da pecha dos 'cabides de emprego' que são criados com objetivo de 'acomodar' pessoas que possuem relações de parentescos ou de amizade com políticos ou com alguém importante nos Três Poderes: o chamado nepotismo.

Essas nomeações, visualizadas na maioria das administrações públicas, em boa parte delas, não atende seus objetivos intrínsecos e extrínsecos dos trabalhos que visam atender com zelo a nossa população.  Caso isso ocorresse, não teríamos o caos nos Postos de Saúdes e nos Hospitais e nem veríamos o povo pobre enfrentando filas para conseguir direitos que lhe são garantidos pela Constituição Federal.

Em que pesem as 'ferrugens' do sistema, não podemos generalizar.  Não somos tão idiotas a ponto de dizer que nada funciona. Se isso realmente ocorresse haveria um colapso nos Três Poderes. As coisas funcionam ao seu modo e ao seu jeito. A soberania Nacional. São alvissareiras as questões estruturais e financeiras que envolvem a balança comercial e o poder de auto-suficiência das relações internacionais. Tais mecanismos alcançam um nível de equilíbrio como nunca se viu em épocas anteriores.  Enfrentamos a crise global e não "quebramos" como alguns países do terceiro mundo.

Assim, sob o ponto de vista organizacional das estruturas administrativas, a coisa tem andado e sua dinâmica é repercutida nas relações internacionais.

O que falta, a meu ver, é a organização interna das administrações públicas.

Existem no serviço público dois tipos de trabalhador. Há aquele batalhador, persistente, estudioso e preocupado com sua capacidade intelectual.  Por outro lado, também há aquele que deseja ganhar um bom salário, mas, em contrapartida, quer promover-se pelas indicações e não pelo próprio esforço. Essa diferenciação, em muitos casos é ocasionada pela própria lei, que permite as nomeações, sem concurso público.

Os cargos de indicação, ou chamados de confiança, criam casuísmos para aqueles que sempre olharam o serviço público como um modo de 'amparar' seus pupilos, para que estes, de sua banda, possam garantir o poder. São os chamados cabos eleitorais.  Esse é o servidor público que ingressa no cargo sem nenhum esforço. Ou então, são cargos que garantem o emprego para familiares e amigos, sem a tutela da competência que deveria garantir o exercício do dever.

 Entretanto, o serviço público é garantido pelos servidores concursados que não possuem vínculo com o poder. Estes acabam gerando o equilíbrio e se constituem na parte boa da administração pública, pois geralmente são o que trabalham e os que possuem capacidade técnica para mover a máquina pública dentro dos seus reais objetivos.

Assim, deveras injusto quando o serviço público é generalizado. Não se deve colocar todo mundo no mesmo ‘balaio de gato’. Conheço muito servidor público de valor e que trabalha incessantemente para atingir os objetivos do cargo.  

Enfim, nunca devemos olhar algo com olhos parciais. Nosso olhar deve ter realce na realidade e no positivismo das relações globalizadas.

Por todas essas razões, como somos servidores e que temos responsabilidade com o nosso mister,  acho louvável a reflexão (servidor ou não), para que possamos visualizar o lado bom do SER servidor como uma circunstância que deve somar em nosso favor.  Temos nossas obrigações e é com elas que devemos envidar nossos esforços. As questões casuísticas que permitem abrigar setores que sobrecarregam as folhas de pagamentos e que pouco contribui para a eficiência do sistema, são preocupações que maculam a imagem dos Três Poderes, mas que, certamente, continuarão existindo, porque o comando não está em nossas mãos.                



Imagens

Somos servidores públicos com muita honra.

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