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Reflexão em época de eleição.


Publicada em: 28/08/2012 17:28
por: Hélio da Rosa Machado

                   Caros internautas, em época de política, quando os candidatos adentram em suas casas para exibir programação eleitoral, é sabido que muitos deles só pensam em levar uma mensagem que convença o eleitor a votar neles, mas, nem de longe pensam que poderiam realizar o que prometem. São apenas subterfúgios que servem para levá-los ao poder. São raras as exceções.

                   Pensando nisso. Há algum tempo atrás fiz uma matéria sobre honestidade, que fala muito sobre a conduta humana em si. Será que aquele homem que é honesto está em desuso?

                    Segue a matéria:

A HONESTIDADE

 

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor (Autor desconhecido).

 

A honestidade é uma característica do caráter do homem que está rareando em nossa sociedade, pois ser honesto hoje em dia causa perplexidade às pessoas que são solícitas ao “jeitinho brasileiro” de “se dar bem” por conta de artifícios diversos que nem sempre são tolhidos pela corrente da lealdade, já que vivemos a época da traição e da safadeza, a ponto de muitos acharem que tais elementos de condutas são inerentes ao progresso e também ao processo evolutivo do ser humano como cidadão e como empreendedor no mundo dos negócios.

Acho isso o maior dos erros da sociedade moderna. Isso, para mim, é falta de cultura. Já se disse em certa ocasião num slogan de campanha eleitoral: “Eu roubo, mas eu faço!”. Não se pode admitir que nossa sociedade venha a inverter os valores que são essenciais à valorização do ser humano no universo moral. A deturpação desses valores passa por um caminho hostil e avassalador quanto aos princípios básicos da humanidade. Não se deve acreditar que o homem já ingressou na era do cinismo e da hipocrisia.

Não devemos olvidar que um dia já vivemos a etapa da simples “palavra”, ou seja, quando alguém dizia algo num negócio era aquilo que valia. Essa regra deturpou-se pela sagacidade dos exploradores de plantão, já que não é mais possível fazer um negócio com base apenas no que foi combinado verbalmente. A palavra já não vale absolutamente nada. Aí mora o perigo!

A questão é cultural porque vejo algumas pessoas repassarem para seus filhos a regra do malandro, ensinando ao filho que o mundo é selvagem e que ele para sobreviver deve ser “mais esperto”. Mas esse pai jamais parou para pensar o que é realmente ser mais esperto. Sim, porque alguém pode ser mais inteligente, mais eficaz nas suas metas e assim sobrepujar sobre o concorrente através de ideias e não através de manobras traiçoeiras que chegam ao ridículo.

O dolus bonus que o acadêmico de direito vê exposto nos bancos das universidades, concorre para a deslealdade, pois a propaganda, por exemplo, não raras vezes se mostra enganosa, por pregar nas características de um produto algo que não existe, ou algo que existe, mas que não contém a substância própria da sua característica principal.

Passo a me perguntar: Até onde chegaremos com essas condutas? Devemos permitir que nossa sociedade alimente a regra do “ser dar bem” sem se interessar pelo custo dessa conduta? 

A questão é complexa. Certa vez quis alertar um vizinho sobre sua dissimulação nas suas vendas. Ele me respondeu: - Não devemos ter direitos iguais? Sucede que ele comparou sua situação com a de um político, considerando que muitos deles se elegem com promessas enganosas, para depois defenderem seus próprios interesses e se esquecem de quem os elegeu.

O equívoco é grande. Ninguém deve falar em direito se o propósito a ser alcançado não é trilhando pelo caminho da legalidade. Maus exemplos são apenas maus exemplos. A pessoa que foi criada desde pequena com a ideia de que têm direitos, mas também tem deveres, aprende também que a sua razão se conclui na linha divisória quando começa a razão de outrem.

Acredito que existem dois princípios fundamentais para que nós brasileiros venhamos a mudar nossa trajetória de pessoas voltadas para a política do “ser dar bem” a qualquer custo. Temos de conhecer em primeiro lugar a honestidade e em segundo lugar a ética. Quando essas duas fontes de riqueza cultural tiverem penetrado no coração das pessoas o mundo se modificará para a paz.

Já é hora do honesto poder bradar em qualquer canto de nossa pátria que possui essa riqueza dentro de si. Quem possui essa prerrogativa de caráter deve se sentir orgulhoso e agradecer aos seus educadores por terem lhe deixado esse legado.  Quem deve se sentir ridicularizado perante a sociedade são aqueles que ensinam as regras da malandragem, dos caminhos escusos, das ruelas escuras, dos becos da clandestinidade, dos desvios de verbas públicas, enfim, quem deve sofrer com as consequências dos seus atos são os impuros de caráter e não aqueles que prezam pela moralidade e pela honestidade.

Cada um de nós deve fazer sua parte, estando onde estiver, fazendo o que fizer, procurando ser justo e honesto. Agir dessa maneira não custa nada e não incomoda à noite quando vamos dormir, apesar de que existem muitos por aí que mesmo sacaneando os outros conseguem dormir como se nada tivesse acontecido. Em todo caso, seu sono de hoje pode não ser o sono de amanhã, quando tiver de ajustar-se às regras estabelecidas em outras dimensões, onde não dependeremos apenas de matéria, mas sim do que plantamos em nossa alma.

A sinceridade em certos casos muitas vezes pode até machucar, mas os resquícios de desagravos serão abrandados quando tudo for esclarecido e a pessoa a quem se dirige o desagravo entender que aquilo foi só uma mensagem de honestidade e não uma repulsa maldosa.

O muro da honestidade é tão alto quanto às nuvens do céu. Ele te protege contra quem lhe quer mal. Ele impede que os maldosos adentrem em sua vida.

 



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Honestidade é um príncípio moral em extinção?

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