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Para reflexão.


Publicada em: 10/12/2012 14:36
por: Hélio da Rosa Machado

Estamos em final de ano e cabe sincera reflexão sobre os diversos interesses humanos.

Acabou mais um campeonato bem sucedido, mas um chamado não teve o mesmo sucesso.

Este ano a arrecadação de alimentos foi pífia, se comparada com outros anos. Desinteresse? Falta de comunicação? Opinião contrária? Hora de acabar com esse chamamento filantrópico? Dúvida sobre o destino da arrecadação? Enfim, algo deve ter acontecido para que os donativos tenham sido tão baixos.

Aproveito para registrar um texto de minha autoria que fala muito bem de sentimento e razão. A razão muitas vezes não se compatibiliza com o sentimento e vice versa.

Segue o texto:

O Sentimento e a razão.

Vou começar minhas considerações sobre estas vertentes de acepções filosóficas através das significativas ponderações aduzidas pelo Papa João Paulo II, publicada em uma Encíclica, onde ele faz um cotejo entre a razão e o sentimento, no seguinte sentido:

“A razão sem o sentimento é fria e implacável como os números, e os números podem ser fatores de observação e catalogação da atividade, mas nunca criaram a vida. A razão é uma base indispensável, mas só o sentimento cria e edifica. É por esse motivo que as conquistas do Humanismo jamais poderão desaparecer nos processos evolutivos da humanidade. O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita”.

Essa inspiradora e inteligente constatação de cunho filosófico sobre o raciocínio lógico e o sentimento nos leva a mais notória reflexão como fonte de convivência humana, pois as diversas relações existentes entre os homens permitem que estes assumam condutas que estejam relacionadas tanto com a razão como com o sentimento.

O ideal é que ambas as formas de ação humana se integrem num mesmo elemento, de forma tal que o comportamento se entrelace entre os dois paradigmas.

Mas, infelizmente, não é isso o que ocorre na maioria das condutas humanas, pois o progresso e a urgência para as soluções dos problemas acabam sufocando um desses lados, fazendo prevalecer certa frieza nas ações, para que o equacionamento daquela dificuldade possa ser imediato, mesmo que atinja alguém na sua essência de viver. Assim, é comum que alguém racionalize uma operação mercantil para que ela atinja um estágio de lucro, cujo itinerário pode significar prejuízos significativos para quem seja algum obstáculo, podendo ocasionar desemprego, fome, miséria etc.

Presume-se, assim, que a busca pelo lucro atinge o sentimento das pessoas, magoando-as em algum estágio de sua vida. Daí dizer-se que o sucesso de uma empresa, em certas ocasiões, depende de ações que ultrapassam a consciência de quem dirige. Esse fato gera o rompimento entre a razão e o sentimento.

Todavia, em determinados casos;  uma situação atropela a outra e nem por isso podemos dizer que o autor dessa proeza agiu sem sentimento. É o caso, por exemplo, de um pai que tem de agir racionalmente para educar o filho, por essa razão, toma atitudes que fere ou magoa seu pupilo, no entanto, a própria característica da conduta obriga uma posição firme tendo como essência uma razão, mas nem por isso inexiste sentimento, pois se busca o bem maior que está embutido na educação deste filho.

Assim, podemos dizer que há compatibilidade entre um e outro. Isso não nos autoriza que tenhamos em nosso cotidiano alguma atitude que afaste a razão do sentimento. Ao contrário, para o bom andamento das relações interpessoais é preciso que aja um equilíbrio entre esses polos de filosofia humana, eis que tudo o que é bom para o corpo também é bom para a alma.

Podemos dizer que a razão é mais própria para a matéria e o sentimento mais adequado para o espírito, pois sempre que agimos racionalmente para resolver uma questão qualquer em torno de nossas vidas, estamos buscando alternativas inteligentes de resolver nossos problemas pessoais, no entanto, quando apelamos pro nosso sentimento, verificamos que certos posicionamentos nos causam alerta da consciência e chegamos até a ficar deprimidos se não administrarmos de uma forma que satisfaça nosso mundo interior.

Destarte, agir com razão em nome da ética faz a pessoa se sentir em paz com sua consciência, causando a sensação de pureza na decisão. Mas, agir com razão em nome de um determinado objetivo pessoal que implique em atingir direitos alheios; apenas em nome de uma fórmula matemática, certamente, causará na alma uma ressonância negativa, embora alguns tenham se adaptado a esse procedimento e por essa razão aprenderam a lidar com o remorso sem que essa sensação lhe atinja na consciência.

Enfim, o que todo ser humano bondoso tem em seu íntimo – como elemento de sua personalidade – é a inequívoca vontade de servir a quem necessita. Isso independe da razão. Nesse caso, o único ponto de referência é o sentimento de altruísmo que se sobrepõe em qualquer hipótese, seja em nome de um bem material ou em nome de um bem espiritual.

Pudera se todos os homens da face da terra pudessem entender que o sentimento de bondade é um dom divino, que tem como única essência o amor. Esse é o sentimento que o nosso Criador colocou em nossas vidas como fonte de nossa existência. Trilhando o bem e entendendo que a vida é só uma oportunidade para evoluirmos no mundo Universal, estaremos fazendo a nossa parte como gente e como ser transcendental.

Pena que tenhamos um campeonato tão repleto de sucesso, mas no momento de arrecadar alimentos as coisas tenham ficado absorvidas pela indiferença.



Imagens


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Arrecadação deste ano.

Quando o coração é mais pesado o pêndulo cede em favor da solidariedade...

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