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Para fomentar a discussão.


Publicada em: 22/04/2013 16:41
por: Hélio da Rosa Machado

A regra dos 20 minutos.

 

Toda regra deve ser clara e objetiva. Pelo menos é assim que deveria ser...

Sucede que no sábado passado tivemos algumas discussões (no bom sentido) sob o entendimento que paira sobre a regra compulsória dos 20 minutos.  Evidente que quando as coisas não estão no papel, a sua aplicação prática tende a ser interpretada de diversas formas por quem é interessado no assunto, especialmente, quando implica em interesses que favorecem ou desfavorecem as equipes.

A única coisa clara que essa regra estabelece é a obrigatoriedade de se colocar todos os atletas dentro de campo, pelo menos nesse tempo mínimo. Entende-se, assim, que se trata de regra que visa atender ao interesse exclusivo do atleta que, por se inscrever e ter os mesmos direitos dos demais deve participar da partida pelo menos em tempo mínimo. Até aí acho que ninguém discute. Trata-se de um direito que a nova Diretoria criou para não ofender aquele atleta que possui menos qualidade ou menos preparo físico para permanecer jogando dentro de uma partida.

Entretanto, o que não foi pensado com prévia sutileza é o fato de a nova regra influir na performance das equipes. Faltou a análise com mais cuidado sobre essa exigência, pois ela influi sobremaneira na evolução das equipes dentro de campo. A repercussão ainda se torna mais intensa quando estamos falando de um campeonato de veteranos  levando-se em consideração que os atletas inscritos são dotados de variantes entre eles, uns sendo mais velhos e outros sendo mais habilidosos.

Diante desse quadro não é apenas o direito do atleta entrar em campo que entra em discussão, mas, também, o direito dos demais que pertencem à equipe com respeito à sua expectativa de ver o time ter sucesso dentro da partida. Essa é a razão principal de não se ter como única bandeira a defesa do atleta entrar em campo, por surgir um bem maior que advém do coletivo e do interesse da maioria em ver seu time vencedor. Assim, já não se pode mais dizer que o atleta pode abdicar desse direito, pela razão simples, que há a equipe adversária que talvez não esteja sintonizada com essa mesma deliberação, já que pode ocorrer de seu atleta (que goza do direito mínimo dos 20 minutos) querer utilizar da opção de estar em campo. Isso gera flagrante desequilíbrio, visto que ao mesmo tempo a equipe que conta com o atleta que abdicou de seu direito pode colocar no lugar desse jogador outro com maior preparo e de melhor qualidade. Acontece o oposto com a equipe adversária que nesses 20 minutos não poderá contar com esse mesmo fator técnico.

Destarte, não há dúvida de que a regra é compulsória inclusive para o atleta beneficiado. Ou seja, ele também é obrigado a jogar os 20 minutos, para não se correr o risco de haver prejuízo para a equipe adversária, prejudicando, também todos os outros componentes que terão de arcar em conjunto com o insucesso da equipe.

A meu ver, só há uma exceção. É quando o atleta se machuca, porque não há condições de colocar em campo alguém que esteja machucado. Nesses casos, devem ser avaliadas as exceções, porque pode ocorrer de alguém querer dar o famoso “MIGUÉ” e dizer-se machucado sem o estar. Caberia, nesses casos, punição ao atleta que simular contusão .

Agora, uma coisa a 1ª rodada serviu como exemplo. É perfeitamente possível de se cumprir a regra do tempo mínimo por parte dos representantes. Aliás, essa nova regra mexe com o projeto tático dos representantes na hora de fazer as mudanças. Elas têm de ser executadas na hora certa, nas posições certas, sem comprometer ‘o todo’ da equipe. Para mim foi uma experiência muita boa, embora meu time não tenha conseguido bom resultado no placar. Acho que dentro de campo consegui montar um time que ficou bem distribuído e sem comprometer setores principais. Para mim é um novo desafio.

Outro fato que foi bastante discutido no sábado passado é a validade dos acréscimos na contagem desse tempo. Eu entendo ser perfeitamente possível se aproveitar desses acréscimos, entretanto, isso fica sob o risco do representante. Se caso eles não ocorrerem pode acontecer de não ser cumprida a exigência do tempo mínimo.

Sucede que os acréscimos fazem parte da partida. Inclusive se sair um gol nos acréscimos ele será computado no resultado do jogo. Como os acréscimos ocorrem com poucos minutos eles só servirão para salvar os representantes que não forem tão cuidadosos na hora de colocar seu jogador em campo. Aliás, a ressalva só servirá para salvar aqueles que gostam de adrenalina alta porque não é de bom alvitre correr esse risco.

Parecer sob censura. 



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Sacou?

Comentários (4)

Enviado por: Paco, em: 22/04/2013 17:18
A regra diz 20 minutos...mas o atleta pode entrar 10 minutos no 1º tempo e dez no segundo? já que existe a regra o atleta não pode abdicar de seu direito, tem que participar e ponto.

Enviado por: k10, em: 22/04/2013 17:20
Os acréscimos são permitidos e contados como tempo de jogo, mas o que não é permitido é o uso de má fé para tentar burlar um regulamento. Foi o que se viu neste jogo.

Enviado por: Hélio , em: 22/04/2013 17:27
Outro ponto a se pensar: Pode-se incluir um dispositivo que permita o atleta de abrir mão de seu direito, mas, isto tem de ser comunicado previamente ao representante da equipe adversária, para que ele não fique com o prejuízo. Assim, na prática o representante pergunta aos atletas de sua equipe se tem alguém que vai abrir mão desse direito. Se houver ele comunica ao adversário antes de começar a partida...

Enviado por: Euler Rolon , em: 26/04/2013 12:11
Parabéns pelo Espaço!! Nossa, que "Angú de Caroço" hein!?! Não basta ser apenas Representante da Equipe e sim, um Grande Estrategista. Só mais uma "coisinha" prá se pensar: - No caso de Ato de Indisciplina de um Atleta (mais velho, mais lento e menos habilidoso) a Punição dele poderá ser "Benéfica" a Equipe ao qual pertence. E por consequência, será uma Punição aos Adversários.

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