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Manifestação popular sim; baderna não!


Publicada em: 18/06/2013 16:36
por: Hélio da Rosa Machado

Tenho acompanhado os noticiários nacionais envolvendo as manifestações populares pelo Brasil a fora e acredito que quando o povo, com unicidade de voz, com sinceridade e com organização, demonstra a sua força através das movimentações populares dá um passo a mais no sentido de levar nossa Nação a uma nova era, visto que rompe a etapa onde os políticos acham que tudo podem quando têm o mandato. Assim foi com as ‘diretas já’. O povo através de movimentos legítimos conseguiu reverter o sistema implantando um ordenamento mais democrático.

Não sei se o momento é este para discutir o tema de gastos com estádios. Não porque o assunto não tem importância. Tem e muita. Ocorre que acho um despropósito depois de o dinheiro já ter sido gasto, o povo vir às ruas para protestar sobre algo que já está ‘escorrendo pelo ladrão’. O momento certo para essa movimentação seria logo que foi anunciada a decisão de fazer a Copa do Mundo no Brasil. Aí sim, retirando-se o privilégio dado pela FIFA haveria possibilidade de se cortar o ‘mal pela raiz’. Mas, agora, depois que os estádios estão prontos e que a Nação precisa de estrangeiro em nosso país, soa um pouco hipócrita ‘trabalhar’ contra o insucesso da Copa do Mundo.

Entretanto, é elogiável a ‘briga’ contra os absurdos das taxas aplicadas para o transporte coletivo. Trata-se de uma concessão liberada pelo serviço público. Assim, curial que os governantes cuidassem do interesse popular. O que se vê é o contrário, ou seja, as grandes empresas investem nos políticos em época de eleições e depois cobram caro da população, já que são os cidadãos através dessas concessões que acabam pagando a conta. Isso é um absurdo que merece movimentar as massas. Os protestos nesse sentido são legítimos e oportunos.

Absurdo, também, as vaias que foram dirigidas à Dilma e ao Joseph Blatter na abertura da Copa das Confederações. Um evento que é aberto para milhares de cidadãos pelo mundo inteiro não poderia sofrer esse tipo de exemplo, porque a imagem externa do Brasil soa com algo inculto, já que a educação é a base de um povo. Respeito às autoridades que fazem abertura de um certame internacional é algo inerente às honras da casa.

Mais absurdos são os vandalismos no momento da movimentação popular. Inconcebível que um prédio público pago com o dinheiro do contribuinte fique tão destruído, como foi o caso da Assembleia Estadual do Rio de Janeiro. Um prédio com tantos requintes de história não poderia ter sido tão lapidado como foi nessa ocasião. Esses marginais devem ser presos e depois trabalharem para pagar o prejuízo.

Entretanto, esse episódio negativo deve servir para um exame de consciência de nossos políticos. Sei que alguns deles desconhecem essa sensação que está intimamente ligada com o caráter das pessoas. Acredito que é hora de alguns políticos enxergarem o quanto as massas populares tem observado suas manobras dentro do Parlamento. Aqui em Campo Grande, caso típico vem da nossa Câmara de Vereadores. Aquela Casa tem cerceado as ações do Prefeito Municipal porque ele não é do mesmo grupo de ‘Caciques Políticos”. Eles estão fazendo ‘vistas grossas’ para as administrações do passado e têm batido de frente com a nova administração. Em nenhum momento abrem mão de suas preferências políticas em nome da cidade. Esse tipo de político é que leva alguns menos preparados a agirem de maneira desenfreada nos momentos de crise, como foi o caso da Assembleia do Rio de Janeiro.

O fato é que somos um povo civilizado. E como tal temos de utilizar de nossos meios democráticos de lutar por nossas aspirações, mas sem o resquício do ódio e da maldade. Empregar violência numa passeata, sem que tenha havido alguma afronta das autoridades de segurança é algo abominável. De nada adianta proibir os policiais de utilizarem de balas de borracha e ao mesmo tempo permitir que a multidão atire todo tipo de objetos contra os policiais.

Entretanto, elogiável a conduta da maioria. Acompanhei as passeatas na data de ontem e fiquei orgulhoso de ver que os jovens são conscientes do que estão fazendo. Reivindicam com responsabilidade e muitos deles tentaram evitar o pior. Sucede que num momento como esse aparecem os oportunistas e estragam o movimento, porque a sujeira que é deixada para trás é muito mais eloquente do que aquilo que se reivindica para frente.



Imagens

Manifestação pacífica é a ordem.

A ordem estabelece a credibilidade.

Organização e concentração organiza os passos dos manifestantes.

Comentários (2)

Enviado por: Comentário , em: 19/06/2013 10:41
Pérola do Ronado (Fenômeno) sobre as manifestações - "Copa do Mundo não se faz com hospitais". Que cara ignorante!!

Enviado por: Romário, em: 21/06/2013 11:40
As vaias, foram oportunas, talvez realmente deveríamos ter reclamado quando foi anunciado que a copa seria aqui, mas seria importante para o Brasil se manifestar contra a copa, gosto muito de futebol, mas o governo pisou na bola, e a imagem que temos lá fora é de que acordamos, procure ler os grandes veículos internacionais, estão todos do lado do Brasil, alguns países, inclusive a Inglaterra, reclamaram que nas olimpíadas de Londres, o povo dessa cidade não fez nada referentes aos 9 bilhões de libras gastos pelo governo, e exaltou a reação dos brasileiros, as pessoas de vários países estão do lado do povo, a copa não me trará dinheiro ou progresso, mas a revolução sim, mais educação, saúde e menos corrupção, abaixo a Copa do Mundo no Brasil!!!

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