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Um ilustre visitante


Publicada em: 22/07/2013 15:26
por: Hélio da Rosa Machado

Neste momento, sob o espaço aéreo de nosso País, o avião papal sobrevoa a terra Tupiniquim trazendo o Papa Francisco. Paira sobre nossas nuvens o ensejo abençoado dessa visita.  Trata-se de um ser vivo tão novo sob a ótica dos cristãos católicos, mas tão importante sob o aspecto histórico para o enxugamento da cúria em um futuro remoto.

A renúncia do Papa Bento XVI foi o anúncio de que algo muito perverso acompanhava o destino do poder eclesiástico na Igreja Católica romana, tendo em vista que os escândalos escancaravam os corredores da cúria, transparecendo os vícios da cúpula da Igreja Católica através de pecados capitais como luxúrias, gula, inveja, sede de poder, desvios de condutas e; abusos sexuais.

Quando o Papa Bento XVI assumiu o cargo mais alto da Igreja romana eu pensava que se tratava apenas de um Padre graduado que não tinha a expressão de carisma como foi a gestão de seu antecessor Papa João Paulo II.  Eu via em João Paulo II um homem santo de palavras calmas, de inteligência aguda, com um conhecimento poliglota invejável que sabia transferir para o cristão a religiosidade e a presença de um ser Supremo inquestionável. Já o Papa Bento XVI não me parecia que iria encarnar essa expressão máxima de um líder religioso.

Não sei de onde vinha essa sensação. Mas, com o passar dos anos eu via o trabalho de Bento XVI se resumir em aparições públicas que não causavam nenhum torpor religioso. Talvez ele já tenha assumido o cargo com o ‘peso’ de uma Igreja falida em termos de fé. Ele não conseguia repassar para as pessoas a figura de um homem notável que inspirava confiança e fé.

E veio a sua decisão de abandonar os destinos da Igreja Católica. Até hoje ninguém sabe ao certo qual foi o ponto nevrálgico de sua retirada. Mas, sua saída era necessária. Talvez ele estivesse enraizado com um poder corrupto que não inspirava nenhuma alternativa de mudanças radicais. O fato é que a Igreja estava envolvida com escândalos, perdendo crédito entre os seus adeptos e Bento XVI não sabia como lidar com esses problemas.

Daí o surgimento de nova fumaça branca na chaminé do Vaticano. Até então ninguém sabia se nesse instante surgiria um novo Papa à mercê de um significado simplório e desqualificado diante das necessidades básicas de mudança na Igreja Católica. Lembro-me que o Papa Francisco se apresentou naquela Janela mágica do Vaticano e exibiu seu primeiro sorriso que ecoou como uma mensagem simbólica de fé. Era a demonstração de um carisma que assombraria o mais incrédulo seguidor da Igreja. Era Ele o homem certo no lugar certo. O mundo conhecia um verdadeiro religioso na concepção da palavra, por se tratar de um homem simples de hábitos comuns já que não pretendia ostentar as riquezas de seus antecessores. Ele queria continuar simples mesmo estando vestindo o manto mais alto da Igreja romana.

Do pouco que tenho acompanhado nas ações do novo Pontífice só tenho visualizado boas surpresas. Ele quer e está trabalhando para modificar os vícios que se entranharam na cúpula eclesiástica. Abdicou dos luxos. Tem um comportamento elementar nas suas visitas. Protagoniza gestos de profunda atenção com a classe mais pobre e mais sofredora. Dizem que ele quer acabar com os religiosos ‘carreiristas’. Isso vai dizimar os ideais daqueles religiosos que ambicionam só o poder.

Na visita aqui no Brasil ele abdicou de qualquer banquete suntuoso. Dispensou os mestres cucas que promovem esses banquetes. Disse que quer desfrutar de comidas simples feitas pelas próprias freiras das instituições religiosas.

Ele vem ao Brasil para dar maior destaque ao encontro da juventude mundial. O evento é importantíssimo como evolução humana. São os jovens que vão formar a população mundial num futuro remoto. O mundo precisa de pessoas mais preparadas para a fé. Homens que saibam valorizar as coisas essenciais no aspecto existencial. As pessoas precisam enxergar ao próximo. Os problemas serão mais leves e as dificuldades melhor superadas se forem partilhadas com amor e com fé. 



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Nesse eu confio.

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