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Falta de vontade política.


Publicada em: 24/07/2013 14:09
por: Hélio da Rosa Machado

A praia de Recife onde houve o ataque de um tubarão a uma turista que se aventurou entrar no mar e foi tragicamente mordida em uma perna e depois veio a óbito em razão do acidente, está fadada a adquirir a pecha de praia imprópria para se visitar. Quem de nós irá a Recife em nossas férias para curtir um banho de mar? Creio que diante de tantas opções que são conhecidas como tranquilas, não iremos procurar uma praia que oferece riscos aos nossos familiares.

Pois é. O histórico dessa praia já apontava incidentes que indicavam perigo em face de outros ataques de mesma natureza. Dizem os estudiosos no assunto que os tubarões estão modificando seus hábitos alimentares em face da perda de outros meios naturais de equilíbrio.  Sucede que a poluição, o aterro de manguezais em face da expansão imobiliária, pesca predatória e a expansão de alguns portos na região, está ocasionando a escassez dos alimentos naturais e os tubarões estão em busca de novos meios de se alimentar por isso estão atacando as pessoas.

A grande questão que ressurge em face dessa polêmica é a inércia de quem deveria atuar no sentido de prevenção, mas, em face da completa ausência de vontade política, as autoridades responsáveis estão protelando projetos que deveriam ser implantados com o fim de evitar os ataques dos tubarões.

Sérgio Murilo é representante de uma ONG denominada Instituto Praia Segura. Ele afiança que estão com um projeto de proteção aos banhistas das praias de Recife. O pior é que ele relata que as autoridades estão adiando a aprovação do projeto. Ou seja, preferem ficar com o perigo vindo do mar para os banhistas do que ter de pensar em alternativas práticas de proteger os turistas que visitam a cidade. Diz ele que o projeto foi apresentado às autoridades em 2011 e até agora nada foi feito para a sua implantação. Foram colocados muitas exigências que na prática inviabilizarão a implantação de telas que protegeriam boa parte da orla marítima contra os ataques dos tubarões. Afirma que se trata de barreira já utilizada em outros países como Hong Kong e China e que se mostraram eficientes, já que depois de implantados não se registrou ataque de tubarões. O projeto é barato e nem se compara com outros investimentos feitos no Estado como o caso da reforma do Estádio para a Copa do Mundo.

Talvez agora depois de uma tragédia (como sempre acontece no Brasil) é que alguns políticos despertarão para o problema que é mais sério do que se imagina. Alguém imaginou algum turista estrangeiro tomando banho em Recife e de repente ser atacado por um tubarão? A repercussão ecoará como uma guilhotina nas pretensões turísticas do Estado de Pernambuco.

Precisou morrer uma jovem de 18 anos para que o alerta seja efetuado com maior dimensão. Até quando os governantes administrarão com incompetência assuntos tão sérios?

A questão da falta de vontade política para alguns assuntos de relevância é que está levando o Brasil a ser visualizado pelo slogan de que o “Gigante acordou!”. O povo não aguenta mais tantas indiferenças com as coisas importantes que afetam a população no seu dia a dia. O Brasil é a casa dos politiqueiros. Existem cidadãos que investem milhões em campanhas porque sabem que irão duplicar esse dinheiro durante o período de gestão política. Foi por melhoria na saúde, na segurança e nos transportes que o povo saiu para as ruas. É hora de os políticos entenderem que precisam fazer aquilo que lhes levou a serem eleitos e não aquilo que eles pretendem individualmente.

O Sistema Penitenciário, por exemplo, é outro setor que desperta atenção na atualidade, porque não reeduca o criminoso. Pelo contrário, deixa-lhe mais nocivo para a sociedade. Por acaso existe vontade política para resolver essa questão? Nenhuma. Nem se pode discutir a redução da menoridade penal, porque logo surge alguém dizendo que não se pode prender menor junto com outros bandidos reincidentes.

Esse é o nosso Brasil. Um país das correções. Mas jamais um país de prevenções. Tudo porque nossos governantes e nossos políticos não têm vontade política para resolver os problemas coletivos das massas, porque estão atrelados os financiadores de campanha. Daí mais uma necessidade.  A reforma no sistema eleitoral com penas rígidas para os ‘compradores’ de votos e um Poder Judiciário comprometido com a lisura das eleições.



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Os poíticos precisam rever seus critérios. O eleitor está ficando mais esperto.

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