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Deixou saudades.


Publicada em: 29/07/2013 16:06
por: Hélio da Rosa Machado

Raramente eu assisto ao fantástico. Não quero desprestigiar o programa, mas, convenhamos que a algum tempo a Rede Globo vem oferecendo pouca atração em termos de notícias. Mas, neste domingo eu estava atento porque tinha visto uma chamada no início do programa de que haveria uma entrevista com o Ilustre visitante da última semana.

O Papa Francisco encantou-me, como acredito, também tenha encantado a todos que ficaram atentos em sua breve passagem pelo Brasil. Isso espantou boa parte das pessoas por se tratar de um argentino. A gente que tinha uma visão pouco significativa do país de onde vem nosso Pontífice, não imaginava que os argentinos pudessem fornecer índole tão sensata e tão ordeira como são os exemples desse Papa. Ele conseguiu apagar a imagem horrível que sempre foi exposta pelo ídolo do futebol. Aquela figura ignóbil chamada de Maradona quando se afastou dos gramados só produziu desconfiança quanto ao povo argentino.

Mas o Papa Francisco é alguém que podemos chamar de homem de confiança. Ele inspira os sentimentos nobres que existem nas pessoas. Ele transmite ideia de paz. Ele age como se o seu trono não fosse nada além do que um lugar comum onde fica a cúria romana. Ele se coloca no lugar das pessoas. Ele sente o sofrimento e dele se compadece. Ele ama os irmãos que estão do rol dos excluídos. Ele, nas orações que sempre pede para si próprio, demonstra a sua humildade e sua condição de homem que necessita da proteção Divina para conduzir tamanha responsabilidade. Ele enxerga com todas as lentes humanas o quanto é necessário mudar o mundo em prol da irmandade e da fraternidade.

Eu estive atento as suas respostas que foram dadas ao seu interlocutor. Por vezes ele ria, com um sorriso franco. Falava mansamente com o pensamento vivo de quem sabia qual seria a mensagem. A cada palavra ele valorizava a condição humana. Ele falou dos jovens. Disse que não tinha muito conhecimento sobre as reivindicações públicas que movimentaram o Brasil nos últimos dias, mas uma coisa ele estava consciente de que os jovens precisam ser ouvidos. Ele disse que os jovens estão passando por momentos próprios de sua idade e por isso às vezes são impulsivos, mas isso não quer dizer que não possuem anseio de mudança e perspectiva de futuro.

Ele foi enfático sobre a sua conduta nas andanças pelas ruas. Ele falou que as pessoas são como filhos. Ele disse que a criança só fica serena quando é pega nos braços e embalada. O Papa Francisco utilizou esse sentido metafórico para dizer que as pessoas necessitam do contato e de proximidade de quem eles admiram. Foi essa a razão para ele ter dado tanto trabalho para os seguranças que o protegiam. Aliás, acredito que ele, na sua soberania popular, já tinha prévio entendimento de que o povo brasileiro não iria ofender a quem não merece ofensa, mas apenas carinho.

Fiquei admirado quando ele se referiu às oligarquias que acumulam o poder e o dinheiro. Ele foi bem rigoroso nas suas palavras ao dizer que o dinheiro se acumula em um setor central e ali produz o progresso e todos os bens de consumo e chega minguado nas periferias. Nesse instante o recado era para aqueles que têm o comando da Nação. O Papa Francisco, na sua filosofia de defesa ao pobre e ao desassistido pregou (nessas palavras) melhor distribuição de renda e maior pulverização de recursos públicos no sentido de atender à população deficitária.

 Esclareceu e fez questão de enfatizar sua ação para remover os escombros históricos da cúria romana. Criou um grupo que irá fazer uma varredura nas mazelas da Igreja católica. Disse que essas questões polêmicas serão amplamente discutidas internamente e em breve tempo terão uma resposta positiva, visando criar mecanismos de proteção que possam impedir no seio religioso todos os abusos anunciados na última década.

Não devemos enxergar essa visita apenas no campo religioso. Todos os homens bons que estão encarnados e que estão trabalhando para um mundo melhorar devem ser ouvidos como presságio da boa nova. Precisamos criar uma cultura de produzir e ver coisas que são producentes para o enxugamento das rusgas que maculam a sociedade.

O melhor cotejo que tenho visto nos meios virtuais dos últimos dias é a comparação feita entre o Papa Francisco e o maior exemplo de dedicação espírita aqui no Brasil por conta da obra deixada por Chico Xavier. São homens desse quilate que são capazes de levar as pessoas a serem mais serenas e mais amáveis nas suas relações do dia a dia.



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Papa Francisco merece nossa atenção.

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