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Assédio Moral


Publicada em: 24/04/2014 15:38
por: Hélio da Rosa Machado

Essa questão do assédio moral se traduz em um assunto quase que exclusivamente trabalhista, visto que seu conceito recaia sobre as situações humilhantes e constrangedoras que a pessoa sofre enquanto agregada a uma função (seja ela de natureza pública ou privada).

Assim, creio que o assunto é de profundo interesse de nossa categoria de funcionários, tendo em vista que não raras vezes encontramos alguém em situação de humilhação no exercício de uma função.

O que é humilhação?

Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego ou a pedir demissão ou exoneração.

Geralmente esses ataques são mais incisivos quando visam atingir a autoestima do trabalhador. Vez ou outra alguém, por inexperiência ou por insegurança se vê diante de uma situação inusitada, quando se exige algo em sua função para cujo exercício ainda não foi treinado. Isso ocorre muito em nossa rotina de trabalho porque na maioria dos casos o funcionário é nomeado para exercer um cargo e não tem treinamento para essa função. Evidente que irá encontrar dificuldades no início para desenvolver esse trabalho.

É nesse momento que surge o importunador. Pode ser um chefe imediato, ou alguém incomodado com nossa presença. É a chamada perseguição sistemática causada por alguém que não deseja alcançar nosso sucesso. Nossa evolução e nosso discernimento podem incomodar porque podemos ser um adversário no futuro, especialmente quando demonstramos que temos competência. Sucede que, nesse momento, alguém que almeja alcançar um cargo de relevância enxergue certo perigo em nossa dinâmica de trabalho, já que nossa perspicácia e nossa competência pode chamar atenção de outro chefe mais graduado.

Na iniciativa privada as estatísticas demonstram que esse assédio é provocado mais assiduamente quando o empregador quer forçar uma demissão. Os casos mais comuns são nas instituições bancárias. O banco quer se ver livre (no aspecto trabalhista) de um funcionário mais antigo. Então começa a incomodá-lo com serviços além do horário. Com remoções indesejadas. Com cargas de responsabilidade mais acentuadas do que as costumeiras etc.

Já no serviço público a afetação desse mal recai sobre vários aspectos. Aqui há muito poucos problemas de ordem trabalhista, mas existem os chamados ‘olhos gordos’ que são um prato cheio para as perseguições. As possibilidades de promoções a cargos melhor remunerados é que desencadeiam de forma mais acentuada os problemas com assédio moral.

Em todo caso é bom que fiquemos bem informados sobre o tema, para que não venhamos a sofrer esse tipo problema sem antes expor ao algoz, com toda a clareza, que você é uma pessoa esclarecida e não será tripudiada com condutas de tal natureza. 



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Não ao assédio moral!

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