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A existência do "Parágrafo Primeiro"...


Publicada em: 22/07/2009 18:02
por: Hélio da Rosa Machado

                Você já viu falar sobre o nosso saudoso "Parágrafo Primeiro". Pois é, não tendo conhecimento sobre que "bicho é esse!", fique atento ao texto abaixo que você conhecerá mais uma parte da história do grupo da 'Bancada da Bola'.

                Nossa história sobre comunicação é igual a qualquer outra cultura, ou seja, sempre quisemos nos comunicar de uma maneira abrangente, para que nossas idéias não ficassem apenas nos "papos de botequim", porém, como sempre esse propósito nem sempre  é visto como fonte de cultura já que a maioria das vezes é encarado como uma via política de projeção de quem se comunica, no final, encontramos obstáculos na caminhada e isso sempre inibiu nossos atos voluntários que buscavamm ser abrangentes. Essa premissa é que impediu que nosso caminho fosse vistoso e com facilidades, já que temos o dom da comunicação nas veias.  Dependíamos do Tribunal de Justiça para se comunicar e é por isso que nunca tivemos liberdade para dizer o que pensávamos e o que queríamos, conforme vem sendo a história do site do "Mão na Taça".

               Entretanto, isso nunca impediu que a vanguarda de nossos comunicadores se apossase de uma caneta ou de uma máquina de datilografia para expor suas odisséias de traquinagens ou para fazer a descrição dos acontecimentos sociais e esportivos. 

               Toda esta introdução filosófica só tem um fim; que é mostrar a você simpatizante deste site, que tivemos grandes companheiros que estiveram a nosso lado tentando se comunicar de forma abrangente, isto é, tentando levar às massas todas nossas particularidades que se camuflavam nos eventos que tínhamos participação. Foi em face dessa necessidade que surgiu o maior e melhor meio de comunicação que estava à nossa disposição nos idos de 1980 e que resistiu os sistemas fechados que a administração do Poder Judiciário sempre impôs aos seus servidores.

                Trata-se do memorável "Parágrafo Primeiro", jornalzinho simples, mas que era trabalhado com muito empenho por seus colaboradores.  Nasceu da feliz idéia do nosso amigo Emerson Ottoni Prado (hoje advogado em Coxim-MS), que foi também seu padrinho e que o batizou com esse nome. Trata-se de uma denominação significativa, pois, afinal,  nós sempre sentimos que nosso espaço era apenas de um simples parágrafo, eis que todos os caputs eram reservados aos poderosos da época.

                Muitas pessoas ajudavam na sua edição, sobre as quais cito algumas, como: José Berlange (Berla), Jorge Batista, Hélio Machado, Adelaido dos Anjos, o saudoso (in memorian) Renato Abud, Christiano Torchi, Antônio Carlos Novaes, Emerson Ottoni Prado, Zenildo Dantas e muitos outros que escreviam para o jornal, contribuindo com sua aspiração literária.

               O fato curioso é que as matérias jornalísticas eram colhidas pelo inesquecível Edson dos Anjos, que incorporava o espírito de repórter, mas sempre com a segunda pergunta engatilhada: - O quê por exemplo?

                O amigo Jorge Batista se encerregou de repassar-me algumas edições amareladas e através delas faço alguns destaques para que os simpatizantes deste site saibam como era aquele veículo de comunicação:

                                     A) Quem não se lembra da nossa saudosa condução que apelidamos de Bato Muchi, numa alusão à uma lancha de transportes que sucumbiu no mar num revellion do Rio de Janeiro.Pois é... Eis a notícia publica no parágrafo primeiro de sua aquisição:

"A ASPJMS comprou recentemente uma KOMBI ano 1978, em excelente estado de conservação.

                                    Faço estes destaque porque tal veículo virou mais tarde uma relíquia e motivos de gozações, porque, evidentemente, não era tão conservada assim como dizia a notícia.

                                     B) Saiu também esta matéria (autoria: Jorge Batista):

 - Gosto é gosto - Em virtude da proliferação de sons e "cantores" estrageiros que assolam o nosso querido torrão natal, daremos a seguir verdadeiras (e nunca ditas) características de alguns desses artistas alienígenas: -

MICHAEL-JÁ. QUE SOM?

Mais um produto norte-americano que rendeu lucros exorbitantes para aquele país; tem ele o mérito da saber dançar, além de ter lançado um novo tipo de robolado. Mas como tudo o que é fabricado está perdendo o pique.

JUNHO IGLÉSIAS

- Cantor de músicas nostálgicas e românticas (daquelas de programas adocicados de sábado à noite). Inclusive, tem-se a impressão de que quando ele lança um novo disco só troca a capa.

MANOLO OTÁRIO

Aplica-se a este tudo o que se disse sobre o anterior, com a agravante de que é imitador daquele.

CANUDO.

Grupo musical infanto-juvenil que, se cantasse em português, teria suas músicas confundidas com a Turma do Balão Mágico, tal a qualidade das suas letras.Aliás, fiquei sabendo que este grupo foi inicialmente formado para compor um time de futebol de salão, mas como eles nao tinham intimidade nenhuma com a 'deusa branca', resolveram fazer algo que não exigisse talento. "Não se reprima...Não se reprima".

                                       Nota minha. Isso prova que passados tantos anos entre esse matéria e os nossos dias atuais, nada mudou, ou seja, tudo continua como antes em termos de alguns grupos ou cantores.

                                      C) Esta é boa! Saiu como notícias vindo de Dourados-MS:

Um determinado Oficial de Justiça certificou nos autos que havia penhorado um crucifixo da marca 'INRI'.

Um advogado chegou ao balcão, pediu determinado processo e, nhoc...nhoc..nhoc...nhoc.- Papou uma Nota Promissória. E ainda teve a petulância de exigir do escrivão o título de crédito. (Wagner Leão).

                                      D) Esta é sobre dois antigos motoristas do Tribunal de Justiça:

O Haroldo e o Resoli (já um tanto embaçados) certa noite iam andando pelos trilhos da NOB, nisso o Resoli diz: - Haroldo esta escada tem os degraus muito espaçados, ou é impressão minha? - Tem sim, respondeu o Haroldo - O pior é que o corrimão é muito baixo".

                                       E) Esta saiu da sessão "Curtas e Verdadeiras" como alusão às bebedeiras do Waldemar Barcellos (em forma de quadrinhos), onde o personagem se dirige ao Nagibão (proprietário do bar de costume da época) e diz:

- Ele destruiu a própria saúde, bebendo à saúde dos outros...- A sua bebida preferida é sempre a próxima!...- Ele fica ofendido quando alguém lhe oferece bebida, mas sempre engole a ofensa".

                                       Essa também serve para nós no momento da famoso "Guela".

                                       Enfim, depois de tanto sucesso o nosso saudoso jornal caiu no esquecimento, em face à entrada de Diretorias na ASPJMS que eram contra a nossa comunicação, pois incomodávamos os poderesos da época. Essas administrações eram mais ou menos iguais à Direção do Sindijus de hoje, que acha que nossa área social e esportiva é um mero detalhe que se torna indiferente para eles. Por essas e outras é que o nosso querido jornalzinho foi relegado e esquecido.

                                      Mas, felizmente, hoje, contamos com este veículo de comunicação e voltamos a ter oportunidade de divulgar nossos eventos sociais e esportivos. Creio que esta atual comunicação não terá o mesmo fim do "Parágrafo Primeiro", eis que só depende de nós e de todos aqueles que gostam de partilhar nossas emoções.

                                       Segue fotos históricas das capas de algumas edições, inclusive da memorável Diretoria que tudo começou, através da edificação da nossa maravilhosa sede social.  Vejam abaixo: 



Imagens

Capa que significou uma época de carnaval. Dá pra identificar a moçada?

Presidente "Machadinho" em negociação política sindical com o Presidente do Tribunal de Justiça - Des. Rui Garcia Dias.

Capa com a Deusa da Justiça, num momento de reivindicação salarial, com frases de ordem...

Gloriosa Diretoria que tudo começou. Gestão 85/86, quando a nossa obra material começou a ser implantada...

Comentários (5)

Enviado por: Paco, em: 23/07/2009 06:53
Machadinho... como é bom relembrar, o "Parágrafo Primeiro", além dos informes de interesse dos funcionários ainda fazia as charges de nossos colegas, muito bom lembrar. Abçs.

Enviado por: Valdir, em: 23/07/2009 10:06
Parabéns Hélio e Jorge Batista por resgatar mais uma parte da história.

Enviado por: Zenildo, em: 23/07/2009 10:33
Ô cara! Assim parece que somos velhos. Apenas somos jovens há mais tempo. Parabéns e um grande abraço.

Enviado por: Fabricio, em: 23/07/2009 16:08
Rapaizzz... ma esse pessoal dava trabalho mesmo hein, hehe... parabéns por mais essa iniciativa da época... dá pra ver que não é de hoje que esse pessoal toma a frente nas coisas para melhorar a vida dos servidores do Judiciário.

Enviado por: Adelaido dos Anjos, em: 10/07/2014 10:56
Hélio Machado, até hoje sonho com aquele excelente tempo do "Parágrafo Primeiro". Não víamos a hora da publicação. Agradeço a Deus por ter feito parte daquela estirpe responsável por cada edição. Adelaido dos Anjos (Professor, jornalista (MTE-MS 1101) e escritor).

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