Belíssima Semifinal!
O adjetivo que escolhi para simbolizar a rodada relativa à
semifinal se deve ao esplendor e à entrega dos atletas nas duas partidas que
foram decisivas para se estabelecer quem eram as duas equipes merecedoras da
Grande Final de um campeonato que causou frisson na torcida e nos atletas que
acompanharam essas 6 rodadas do Vetera/2026.
Logo que cheguei ao Sindijus já vi que tudo estava montado
para um grande espetáculo. Serviço de som com um narrador bem espirituoso que
procurava enfatizar tudo aquilo que se transforma em show em nosso glorioso
campo de futebol, que são as zueiras de arquibancada e os apelidos que se
sobressaem, espontaneamente, das mentes criativas dos presentes.
A organização do campeonato procurando a cada ano que passa
criar atrativos que possam motivar ainda mais os jogadores, já que o nosso
campeonato é um atrativo por si só. Passa pelo zelo e pelo trabalho minucioso
para preservar o nosso gramado sempre à altura da fama da competição. Não tenho
receio de dizer que a Direção do Sindijus tem o orgulho de receber filiados e
convidados em uma praça esportiva que ‘bate’ em muitos campos da Capital do
Estado que servem aos times profissionais.
No primeiro jogo enfrentaram-se duas equipes surpreendentes
na fase classificatória. Se de um lado a equipe Eterno Reio, com um
treinador experiente e ativo na pessoa do Valdir Casagranda, desenvolveu,
até então, um futebol de natureza ofensivo com o meio de campo rápido e
habilidoso que servia (durante a fase classificatória e nesta semifinal) ao
artilheiro (antecipado) Paulo Rogério, de outro, louve-se a luta do
treinador/jogador Tulinha, que comandou uma equipe que foi muito eficiente até
a penúltima partida da fase classificatória, mas, não se sabendo ao certo por qual
razão de essa equipe ter decaído nas fases derradeiras.
Nesse histórico ambas as equipes: Eterno Rei x Celestiales,
entraram em campo movimentando as apostas de arquibancada (as bets sidijuanas).
Foi uma partida surpreendente pois a equipe Celestiales praticamente entregou a
classificação nos primeiros 10 min do jogo. A defesa sempre mal postada,
deixava o centroavante (perigoso) mover-se à vontade dentro da sua área. Não
tiveram o cuidado necessário para bloqueá-lo sabendo que ele ‘solto’ concluiu
muito bem para o gol. Foi nessa dinâmica que Paulo Rogério fez dois gols bem
parecidos recebendo livre na área e dando um biquinho na bola (a la Romário),
para sacramentar um placar inicial de 2 x 0. A equipe Eterno Rei no decorrer do
primeiro tempo fechou um placar altamente favorável 3 x 0. A partir daí a
equipe Celestiales quis esboçar uma reação e fez os seus gols com tempo para fazer
mais até porque o regulamento lhe favorecia com o critério do empate. Foi para
cima do adversário em busca do terceiro gol já que a estas alturas Celestiales seria beneficiada, mas aí Eterno Rei vendo o perigo de
uma reação, fechou-se defensivamente e a partida acabou com o placar de 3 x 2 para Eterno Rei.
No segundo jogo entre Amigos do Sindijus x Mão na Taça havia
aquela expectativa de a equipe que veio de baixo na pontuação continuasse a sua
boa performance já conseguida em jogo anterior contra a equipe dos Celestiales.
Só que o histórico da competição favorecia a equipe Mão na Taça que além de já
ter ganhado da equipe Amigos do Sindijus, ainda contava com o seu retrospecto
de ser uma equipe muito sólida no meio campo e na defesa. Não bastasse isso a
equipe Mão na Taça abriu o placar através do atleta destaque de seu elenco,
Arionaldo Gomes, que tem brilhado em campo com gols muito bonitos e por ser um
atleta ambidestro que chuta com a mesma intensidade e potência com ambos os pés.
Acabou o primeiro tempo que essa ligeira vantagem da equipe Mão na Taça que,
mesmo não parecendo, apresentou durante toda a competição problemas musculares
nos seus principais jogadores. Este cronista que estava ali na expectativa de
classificação e ciente desses problemas via uma tarefa muito difícil de segurar
o ímpeto ofensivo do adversário que possui jogadores importantes no meio de
campo e com bom preparo físico. Essa dificuldade realmente surgiu no segundo
tempo. Amigos do Sindijus veio para o ataque e acuou o adversário na sua linha
defensiva que foi obrigado a recuar e deixar o centro avante Marcelo sozinho lá
no ataque. Em uma dessas evoluções do adversário aconteceu aquilo que o
treinador já tinha aventado como temor, que era dar espaço para o chute do
atacante Trelha que tem um petardo no pé direito. Ele recebeu uma bola pelo
meio (desmarcado) e desferir chute no canto do goleiro Clodoaldo que até então
tinha feito defesas milagrosas. Ai o coração do treinador mostrou que é
resistente e preparado para as grandes emoções. O time Amigos do Sindijus sabia
que teria de virar o placar visto que a campanha do adversário era muito melhor
que a sua. O perigo rondou a área da equipe Mão na Taça até o apito final do
árbitro. Placar final: 1 x 1. Mão na Taça beneficiado com o empate em razão de
seu excelente desempenho da fase classificatória.
Agora vem as indagações que foram peculiares neste
Veteras/2026 já que concorre com os jogos da Copa do Mundo e com os jogos do
Brasil. Assim, ficou mais ou menos combinado ontem com a organização e com as
equipes finalistas que se o Brasil passar hoje pela Noruega temos que achar alternativas
para a final que está marcada no mesmo dia e horário desse jogo tão importante
na Copa do Mundo.
Assim, as 4 equipes que disputam o 1º. e 3º. lugares fiquem
atentas aos grupos que os seus representantes vão repassar as novidades
atinentes ao manuseio dessa data que a princípio é no mesmo final de semana já
estabelecido. No sábado de manhã ou no domingo de manhã.
Até lá. Tenham uma boa semana...