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Discurso em homenagem ao TULINHA.


Publicada em: 06/02/2012 12:56
por: Hélio da Rosa Machado

Um Mineirinho Nhendevá

(Hélio da Rosa Machado)

 

“Não há problema que não possa

ser solucionado pela paciência”

(Chico Xavier)

 

A paciência é a única solução para

os males que não têm solução

(Joseph Joubert)

 

 

 

Faço questão de iniciar minhas palavras com o atributo paciência porque sei que se trata de uma conduta muito comum na personalidade do homenageado.

Entretanto, atrevo-me a buscar na miscigenação das raças a origem mais condizente com a figura humana do nosso amigo Hederson Morilho.  Sucede que no momento de elaborar este discurso enxerguei o homenageado vestido com a mistura de características, com as quais devo trabalhar no sentido de tentar qualificá-lo como um cidadão de várias variantes que o tem tornado pessoa de personalidade forte dentro do grupo da “Bancada da Bola”.

Posso dizer que o Hederson tem dotes de mineiro, porque demonstra uma personalidade calma, um jeitinho quieto, mas, de personalidade forte, ou seja, pouco fala, mas, quando diz alguma coisa mostra conteúdo e sapiência em suas palavras. Além de ficar atormentando os corneteiros com insinuações sutis sobre qualquer proeza que possa redundar em gozação para o personagem da hora.

Diante dessa nítida semelhança do Tulinha com o os folclóricos mineirinhos, acabei por rebuscar as principais características do mineiro e verifiquei que esse brasileiro possui muitos adjetivos que coincidem com nosso homenageado: é discreto, sóbrio, amante da liberdade, caladão e desconfiado.  O mineiro quando conversa não diz que sim e nem que não. Não aprova e nem desaprova, muito antes pelo contrário, está sempre demonstrando solidariedade. 

Afinal, quem é o mineiro? – É aquele que: Não fala, cochinha. Não olha, espia. Não espera, vai andando. Não dorme, cochila. Não dá, empresta a juros. Não pensa, matuta. Não acredita, desconfia que. Não responde, sacode o ombro. Não relaxa, espreguiça. Não procura, acha. Não convive, mora junto. Não vive, vai levando.

Depois de tantas observações associadas à conduta do mineiro, não é difícil para nós que convivemos com o ‘Tulinha’ associarmos as suas características com a figura desse lendário cidadão das montanhas mineiras. O Tulinha é como o mineirinho, ou seja, um homem pacato, ordeiro, taciturno, esperto, com respostas lentas, mas sábias.  Com gestos lentos, mas incisivos, especialmente quando é necessário ajudar o irmão numa contenda dentro de campo. Aliás, quando está em campo é um leão, mas, nas arquibancadas é um bicho manso de estimação.

                        Assim, o fato do ‘Tulinha’ possuir características mineiras na sua personalidade é só uma alusão em nível de ‘cornetagem’ deste amigo que voz fala. Afinal, nem ele nem sua família tem qualquer vínculo como o povo mineiro.

                         Entretanto, voltando à realidade passo a falar da sua verdadeira origem, que é paraguaia. Nesse aspecto nosso amigo faz questão de familiarizar-se, tanto que por algumas ocasiões já o vimos desfilando com a camiseta branca, azul e vermelha, do país vizinho em época de Copa do Mundo.

Foi por todas essas razões que quis chamá-lo, neste momento, de ‘Um Mineirinho Nhendevá’. A palavra Nhendevá, de origem guarani, significa gente da língua guarani, ou o termo mais comum entre nós, já que temos amplo conhecimento do fato de ele ser paraguaio de sangue.

 Assim, permita-me o patriarca da família para pronunciar algo em guarani. Peço ao NHANDERÚ ETÊ (Deus verdadeiro) que me proteja nestas AYVO PORÃ (belas palavras), para que eu possa expressar com exatidão a sensação de conhecer uma pessoa tão cheia de predicados.

                        Creio que não é a língua e nem a raça que irá impor barreiras quando as pessoas têm espírito de fraternidade e de solidariedade. Julgo que o Tulinha, desde quando ingressou no universo da “Bancada da Bola”, construiu, junto conosco, todos os momentos alegres e descontraídos de que temos notícias. Sem deixar de falar, é claro, sobre o seu futebol aguerrido que muito tem contribuído para nossas vitórias dentro de campo.

                         Termino rogando ao nosso glorioso NHANDERÚ ETÊ que traga para o aniversariante todos os louros do esforço que semeou junto de nós, para que possa continuar a ser essa grande figura, com o qual, sabemos que podemos contar toda vez que tivermos de lhe chamar, seja dentro ou fora de campo.

                          Esses são os votos da “Bancada da Bola” para o amigo Hederson Morilho, a quem chamamos, gentilmente, de TULINHA.



Imagens

Foi nessa escolinha que aprendi as palavras guaranis.

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