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Contos reais.


Publicada em: 27/03/2012 17:21
por: Hélio da Rosa Machado

                 A "Bancada" também tem das suas estórias verídicas.

                 Já publiquei esses fatos alguns anos atrás, mas, como são episódios que são engraçados, não há dúvida que merecem reprise.

                 Como muitos se locomovem através de veículos de duas rodas, a republicação desta matéria também servirá como alerta, para que nossos companheiros não abusem do alcool quando estão pilotando uma motocicleta.

                  Segue a matéria.

Esta narrativa conta duas estórias reais, vividas por amigos de meu convívio. Como os fatos comportam exemplos que podem servir de alerta para aquele leitor que tem o hábito de conduzir uma motocicleta, achei por bem publicá-la, com fim de demonstrar o que significa (na prática) o perigo de se pilotar motocicleta em estado etílico avançado.

Sucede que uma partida de futebol jamais seria a mesma se depois dela não existissem as comemorações regadas por uma cervejinha gelada. Aí é que mora o perigo, pois alguns desses “atletas” voltam para casa equilibrando, ou melhor, “desequilibrando” em cima de uma motocicleta.

 

PRIMEIRA PARTE:

 

No primeiro episódio, depois de uma prolongada “saideira” - deparamos com a primeira queda daquele ano de 2006.

Dito personagem – depois das incursões pelos incontáveis números de copos degustados - resolveu que era hora de ir embora. Ao sair, guardou sua bolsa com o material esportivo no baú de sua motocicleta. Deu partida em seu veículo de duas rodas e não chegou a percorrer uma quadra e indagou a si mesmo se não tinha esquecido alguma coisa?  Ou melhor, o ébrio cidadão tinha esquecido sobre um fato que havia acabado de executar (O recolhimento da sua bolsa esportiva).

Parou a moto.  Desceu. Ficou perplexo, ao verificar que havia esquecido sobre algo que tinha lembrado, pois a bolsa (com seu material) estava guardada no baú da motocicleta. Incontinenti, deu prosseguimento à sua locomoção. Deparou com a primeira curva à esquerda. A queda imediata lhe fez lembrar que há segundos atrás tinha realmente esquecido uma coisa muito importante, ou seja, não tinha retornado o descanso da motocicleta. Ao inclinar-se para a esquerda o escorador bateu no asfalto e jogou o peão para cima. A força da gravidade o fez estatelar-se sobre a grama fora do asfalto.

Resultado: inúmeras escoriações pelos braços e pernas. A queda o fez rolar pelo asfalto, conduzindo-o na horizontal até ser freado pelos arbustos do canteiro central.  Teve uma sorte incrível de não existir meio-fio e também pelo canteiro não ter formação superior ao nível do asfalto. O canteiro funcionou como se fosse uma cama que amorteceu o impacto. Sorte de bêbado!  Estava protegido pelos seus anjos da guarda de Lá e de cá, pois contou com a imediata ajuda de seus companheiros que chegaram ao local e se empenharam no resgate.

 

SEGUNDA PARTE:

 

O segundo episódio também rendeu marcas chamuscadas pelas chamadas “raladinhas” no asfalto.

Tudo ocorreu como uma reprise. Ou seja, os fatos ocorrerem depois das prolongadas “saideiras”.

Nosso personagem foi jogar uma partida de futebol na sede campestre do SINDIJUS, no período da manhã e só se retirou do local no crepúsculo da tarde, depois de muita insistência do “bar man” que queria fechar o estabelecimento, em que pese os apelos do intrépido cliente para que servisse mais uma no balcão.

Nosso colega tinha a companhia de outro personagem que também enxugava à vontade. O autor da presepada pediu que este lhe fizesse companhia no trajeto de volta para casa.  Os dois estavam de motocicleta. Não sei se o convite foi feito com intuito de proteção ou se o nosso amigo ébrio queria freqüentar algum outro barzinho do trajeto. Penso que a última hipótese é a mais compatível com os fatos.

Sucede que o convidado pisou fundo, ou melhor, puxou o acelerador com força, deixando nosso personagem para trás. No início ele também acelerou, mas como as árvores localizadas no Parque dos Poderes já o estavam ultrapassando (no seu delírio etílico) ele sentiu-se na carne do Rubinho Barrichello e concluiu que não ia alcançar o Michael Schumacher. Resultado: Parou com a loucura de correr. Desistiu de alcançar a “Ferrari” do companheiro de trajeto.

Lá vinha o amigo das vertigens, suando sob o guidão da sua moto. Enquanto isso transitava à sua frente uma visível, nítida e cristalina Honda Civic, que reluzia sob o sol do crepúsculo da cidade Morena. Dito veículo andava normalmente por uma das avenidas que tem acesso ao Parque dos Poderes.  Não obstante, em face do alcance de uma rotatória, a motorista iniciante da Honda Civic acionou o freio.  Esse episódio desencadeou desproporcional capacidade de reação do nosso amigo condutor da motocicleta. A surpresa e a rispidez da frenagem foi desproporcional ao estado de lucidez do nosso amigo que não conseguiu evitar o abalroamento.

Daí em diante as coisas ficaram hilárias. A mulher – aprendiz sem habilitação – que estava ao volante do Honda Civic, dirigia-se desesperada para o marido ao lado: - Socorre o moço da moto! - Socorre o moço da moto!

Nosso colega foi para o chão e não mais levantou. Nada aconteceu, pois bêbado demora a reagir. Entretanto, aos poucos ele viu a cag.... que havia aprontado.  Assim, sabendo no seu estado etílico, ficou calado. Emudeceu. A mulher do Honda Civic falava com ele e ele virava o rosto e fazia gestos com as mãos, insinuando que estava tudo bem. Diante desse quadro inesperado, a pobre mulher virou-se para o marido que estava em sua companhia (como instrutor) e lamentou-se: - Olha que azar, meu bem, além de machucar o motoqueiro minha freada chocou o mudinho. Fale alguma coisa moço, dizia a interlocutora! Mas, o nosso amigo só balançava a cabeça e escondia seu rosto para não exalar o cheiro da marvada.  Nisso a mulher virou-se para o marido e balbuciou: - Veja, meu bem, ele não consegue dizer nada! - E agora, o que vamos fazer?

 

O nosso personagem vendo o desespero da mulher tentava acalmá-la com gestos, colocando a mão na boca na tentativa de demonstrar que não podia abri-la (para não exalar seu bafo de onça). Nada disso continha a coitada que chamou uma patrulha da Polícia Florestal (com guarnição bem próxima) no sentido de que os milicianos vissem socorrer nosso moribundo.

Evidente que essa situação deixou nosso personagem ainda mais sem saída, pois agora também teria de dialogar com os policiais. Sua sorte foi que, ao longe  vislumbrou uma solução,  já que nesse momento se aproximava do local o responsável pelo bar do SINDIJUS. Aquele, vendo que o nosso colega estava naquelas condições veio ao seu encontro na tentativa de apresentar-lhe solidariedade e ajuda.

Aquele ‘salvador da pátria’ se aproximou. Disse ao nosso personagem que estava com um veículo utilitário e poderia levar sua moto.  Nesse instante, nosso amigo ébrio, pegando no braço do visitante, retirou aquele espião do meio daquelas pessoas, com a cautela de localizar um local onde o odor do bafo não fluísse para as narinas dos interessados.  Assim, de maneira inusitada exigiu que aquele novato fosse até um comércio próximo comprar balas de hortelã. Evidente que o gesto não foi compreendido pelo solicitado. Recuperado da surpresa, o novo personagem captou a mensagem daquele moribundo.  Assim, acalmou nosso personagem afirmando que não era necessário sair do local para comprar as balas, pois as tinha dentro do seu veículo.

Só depois de uns minutos mascando bala de hortelã é que o nosso personagem se dirigiu aos policiais e à mulher. Justificou que deveria ter perdido a fala em razão do trauma da queda. Mentiroso!!!

Felizmente, esse episódio também teve um final feliz. O nosso personagem - graças à bala de hortelã – conseguiu negociar com o casal o aspecto material do acidente e foi para casa dormir e cuidar dos seus “raladinhos”.



Imagens

Os efeitos e os defeitos de pilotagem.

Comentários (1)

Enviado por: Osvaldo, em: 29/03/2012 15:52
Como sócio-fundador da Bancada da Bola, sei que a narrativa é verdadeira, só não me perguntem o nome dos personagens, que só falo se for...na bancada do Kenzo Bar

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